Café!Café!Café!

Um blog sobre… o que mesmo?

União, café e mulheres

Felizmente tudo na vida muda, e se muda para melhor é sinal que estamos evoluindo.

Sempre que ouço a palavra café, eu penso nas mulheres. Sim, e porque eu penso nelas? Por que elas estão no processo produtivo há séculos e ninguém se dá conta que elas sequer existem, muito menos que são elas as grandes responsáveis pela qualidade do café que bebemos.

Nunca me considerei feminista. Sempre achei que ser feminista era algo complicado e inclusive contraditório. Mas hoje percebo que dar valor ao trabalho das mulheres do café, que até os dias de hoje não conseguem visibilidade, é uma forma de ser feminista. Dos eventos de café em que estive, realmente, os homens dominam a cena, tanto no plano macro, como o político e o econômico, quanto no plano micro, o dos negócios, empreendimentos e trabalho. E onde estão as mulheres? Porque elas não comparecem aos eventos de café? Onde e quando me verei representada numa mesa de abertura de um evento de café por uma mulher de posição, poder e prestígio na área cafeeira?

Ao conhecer mais de perto o trabalho e as dificuldades dessas mulheres envolvidas na cadeia produtiva do café, percebi que todas tinham praticamente as mesmas dificuldades e questões, mas desconheciam a amplitude do problema, que está ligado às questões de gênero, acima de tudo. Diante desta realidade, resolvi me tornar membro da IWCA – International Women’s Coffee Aliance, que é uma instituição internacional, que aqui no Brasil se chama Aliança das Mulheres do Café. A proposta é extremamente revolucionária, mas de base simples: encontrar, unificar, dar suporte e visibilidade ao trabalho feminino na área cafeeira.

Foi então, essa visão e na busca por mudanças para as questões das mulheres envolvidas com o café, que resolvi achar um motivo de encontro para justamente falar do nosso envolvimento com o café e da possibilidade de nos reconhecermos e nos unirmos em torno de nossa própria causa. Organizei então a palestra “Os cafés das mulheres: potencial, engajamento e união das mulheres da cadeia produtiva cafeeira do Brasil” e tenho apresentado esta proposta em diversos lugares pelo Brasil, mostrando a necessidade de falar sobre isso e a urgência de soluções que o assunto merece.

A busca  faz a gente caminhar. A caminhada nos imprime mudanças. Ao mudarmos estamos em um estado evolutivo. Evolução é o que nos define como humanos.

Mulher do café, você não está sozinha!

Mulher do café, você não está sozinha!

Que o mundo do café evolua a ponto de perceber que homens e mulheres do café lutam e vivem por uma causa em comum e ambos merecem o mesmo respeito, os mesmos direitos, o mesmo reconhecimento.

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Texto original de Moni Abreu.  Desejando compartilhar, favor citar a fonte e a autora. Obrigada!

 

 


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