Café!Café!Café!

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Para quem ama café!

Quem ama café sabe que o prazer é o que nos move!

Para quem ama café e deseja atuar com aqueles que gostam de beber café, saiba que o mercado está aberto ao café especial, que ainda é novidade no Brasil! Mas antes de agarrar essas muitas oportunidades, é preciso entender o que é “café com C maiúsculo”: de onde ele vem, como se comporta, como se prepara, e como se vende!
Pergunte a sua cafeologa@moniabreu.com.br

Beijins Cafeinados!
Moni Abreu
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Café e inspiração

 

Café. Minha inspiração é o café!
Ele é meu motor criativo, meu trabalho. Através dele, para ele e com ele, eu instigo pessoas a descobrirem novos sabores e aromas.
Motivo produtores a adentrarem nesse novo universo dos especiais.
Desafio empreendedores do café a aventurarem-se com o coração. Impulsiono pessoas a entrarem para este mundo profissional cafeinado.
O café move o mundo. E se desejamos um mundo melhor, podemos começar mudando a forma como entendemos o café!

Moni Abreu

cafeologa@moniabreu.com.br

Ritalizando

 

Sabe a senhorinha Jones Carvalho? Digo, a Ritz, ou melhor, a Rita Lee? Pois é, ela é tudo, menos senhorinha. 🙂

Leia mais…

O novo mundo do café especial

Em parceria com a Emater Rio e a Sempre Produtora Cultural, a Café!Café!Café! está levando a noção de cafés especiais e as perspectivas econômicas a partir das novas tendências de consumo, aos cafeicultores do distrito de Barra Alegre, Bom Jardim, RJ.

A cafeóloga Moni Abreu fará uma palestra introdutória sobre o assunto enfatizando a importância da qualidade para os pequenos produtores e as vastas possibilidades de retorno financeiro com a mudança do atual paradigma.
festa flor e café palestra aos produtores

29 jan 2013
2Comentários

Os novos profissionais do café

Para cada área do conhecimento humano existe um profissional que atua com propriedade sobre um tema. Aquele que é detentor de um saber específico sobre determinado assunto pode ser considerado um expert, catedrático ou grande conhecedor. E a beleza do mundo é que ele está sempre em transformação e evolução, portanto criando produtos e serviços modernos e com eles, novos profissionais.

No universo do café, apesar deste já ser comercializado mundial e largamente há séculos, não havia profissional reconhecidamente ligado à busca das melhores características do produto. Esse interesse na questão sobre o que “de fato” era servido na xícara iniciou-se no Brasil na década de 90. Foi então que os elementos que traziam as características superiores da bebida, como procedência, seletividade de grãos, padrão de torra, e outros assuntos, entraram para o rol dos estudos do café.

Novo mercado

A partir disso é que houve uma intensificação na busca pela produção de grãos especiais. Criaram-se também novas formas de alcançar bebidas de mais qualidade e técnicas para quantificar e qualificar essa melhoria. O produto passou a ser mais valorizado dentro e fora do país, sendo visto como uma iguaria gastronômica. Obviamente isso demandou por profissionais especializados que encontrassem esses grãos, qualificassem e até, servissem estes cafés com propriedade. Por conta desta evolução na perspectiva do produto, hoje em dia podemos contar com a expertise de novos profissionais: o cafeólogo e o barista.

Os cafeólogos e os baristas estão a serviço do prazer gustativo de apreciar uma bebida com altas nuances sensoriais. São eles que sabem extrair o potencial máximo do café de qualidade nas duas frentes, pós produção e finalização, e depois no preparo. Ambos garantem que o grão tenha acompanhamento da colheita até a xícara. Afinal de contas, de que adianta o produtor ter todo o cuidado no campo, se no pós processo não há método que o ajude a alcançar altas notas? E, se depois de tanto trabalho, se o grão não for preparado de forma adequada, de que adianta todo cuidado na produção? É para isso que existem os cafeólogos e os baristas. Eles são os profissionais focados na qualidade final da bebida do café, mais especificamente do café especial.

Aceitação do novo

A atividade profissional do barista, aquele que está sempre em busca da extração perfeita, está sob o respaldo da Lei 8047/10. No entanto, o cafeólogo, aquele que acompanha o grão desde a retirada do pé até torra, às vezes indo até a questão de embalagem e entrada de mercado, ainda não consta como profissão regulamentada. Para ambos, a formação é livre, não contando até o momento, com cursos reconhecidos pelo MEC, embora na Europa já existam Faculdades sobre o assunto. Diante desse fator limitante na formação e visto que o mercado cresce de forma promissora, vários profissionais que atuam na área há muitas décadas foram se adaptando e logo se dedicaram à divulgação destes saberes.

Estas duas profissões ultra modernas, a do cafeólogo e a do barista, estão para a arte do café assim como o enólogo e o sommelier para arte do vinho. O primeiro é o que detém conhecimento na origem: produção, classificação, finalização, buscando a qualidade e as melhores características finais do produto.

coffeeologist pin

O segundo é o que, conhecendo profundamente da bebida e suas nuances, podem levar ao cliente consumidor, preparando e/ou servindo, aquilo que se deseja ou espera da bebida: aromas e sabores definidos em prazer máximo! Assim como os profissionais do vinho, que levaram mais de uma década para serem aceitos e percebidos pelo público em geral, assim está acontecendo com o barista, e mais lentamente ainda, com o cafeólogo.

 


Artigo original de Moni Abreu estão sob a “Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License“.
Publicado também no PULSE, do LinkdIn, e no Medium da autora.

20 jan 2013
1Comentário

De cafés e futebol

 

O café está na boca de todo mundo. Literalmente! E tão popular quanto o café é o futebol. Sobre futebol, quase todo brasileiro se acha grande entendedor. Com o café acontece algo parecido. Todos querem nos dizer qual é o “melhor” café, sempre de uma perspectiva 100% subjetiva. Desta forma, muitos se sentem como verdadeiros entendedores. Só que a grande maioria, sem saber, acaba cometendo injustiças tremendas, quando não, erros grosseiros.

Só que, com relação aos times e as partidas do futebol, existem técnicos e juízes que definem o que é e como o jogo deve acontecer. E quem define o que é ou como deveria ser o café? Ahhhh, boa pergunta! Então eu lhe digo, assim como no futebol, para o café também existem regras. E, pra definir o-quê-é-o-quê, existem dois profissionais indispensáveis nesse jogo que é o mundo do café.

Quem é quem na jogada

Um deles, é o(a) cafeólogo(a), profissional que (entre outras atividades e saberes) avalia cada grão de café que tem a sorte de passar pelas suas mãos. E, através de testes sensoriais e físicos, que funcionam dentro de uma escala de avaliação (brasileira- COB, ou internacional – SCAA), categorizam os grãos de cafés e a qualidade da bebida que eles podem proporcionar. São os cafeólogos que nos dizem quais são os grãos considerados “café especial”. De fato, é a este tipo de café que ele se dedica quase que exclusivamente, por conta da exigência de seus clientes em obter uma qualidade excepcional na xícara.

Outro expert da área é o(a) barista, profissional que atua diretamente com o serviço de café e que faz toda a diferença quando se trata de extrair uma excelente bebida. Ele, assim como o cafeólogo, também conhece muito bem toda a cadeia do café, do plantio a torra. A ele cabe a sabedoria de como moer e extrair o melhor sabor dos grãos de café, oferecendo aos clientes apreciadores verdadeiras primícias da natureza!

Assim como no mundo do café existem os cafeólogos e baristas, existem os juízes e os treinadores no universo do futebol. A sabedoria e experiência deles não se comparam com os que apenas gostam do esporte ou de beber café. Aprofundar-se de corpo e alma ao tema é o que faz os primeiros serem PROFISSIONAIS no assunto, e os segundos, apreciadores ou fãs, apenas.

Olho no lance!

Mantendo a analogia com o futebol, a relação entre os dois profissionais seria mais ou menos assim: o juiz/cafeólogo está lá para garantir um jogo/café decente e o treinador/barista busca sempre preparar o melhor jogo/café. Ter um juiz/cafeólogo não faria sentido, se não existisse o treinador/barista para fazer o jogo/café acontecer. Por outro lado, o treinador/barista não pode fazer com que o jogo/café seja o que ele quer. Precisa que o juiz/cafeólogo apite nesse jogo. Entendeu? Café e futebol são similares!

Sabemos que existe jogo bom e jogo ruim (pelo qual sempre podemos culpar juízes e técnicos!). Mas sempre gostamos de apreciar um bom jogo, não é? É o que nos dá prazer… Assim também é com os bons cafés! E fique atento a quem leva cartão vermelho! Você não vai quere ver a cara de um café com “impedimento”, nem tão cedo.

Bem, o povo vai continuar falando bobagens sobre futebol, mesmo que eles não sejam treinadores ou juízes, mas que tal deixarmos o lance do café com quem sabe como avaliar e preparar um bom café? Confie no seu cafeólogo ou seu barista, peça um bom café, e aprecie o jogo… digo, a bebida!

 

futebol e café?

De café e futebol, brasileiro entende tudo mesmo?

Café Gourmet

Apreciar café, assim como acontece com os vinhos, é uma arte. Requer paciência, envolvimento com a bebida e um certo grau de conhecimento, para que se possa falar com propriedade dela.
Estamos tão acostumados com o coado do dia a dia, feitos com água fervendo e pós de café baratos, moídos, às vezes, há meses, que achamos que “café é tudo igual”.
Muito longe disso está o café. No grão se encontra a maior variedade de acentos, aromas e sabores jamais vista em outro alimento. Cada nova colheita gera um novo produto e as mais diversas preparações tornam o café uma bebida única, rica em detalhes, nuances e gradações, afetadas inclusive pela água do preparado!
Cafés especiais também são gourmet! Descobri isso, em parte por experiência própria recente, e também pelo estudo que me dediquei a fazer sobre o café logo após os primeiros expressos. A complexidade de percepções é tanta e o estudo é tão profundo, que por vezes, ainda fico matutando, como foi que passei anos a achar que café era tudo igual…

Adquiri recentemente alguns livros sobre este grão e no momento me delicio a ler o “Café, um Guia do Apreciador”, de Francisco Pino e Celso Vegro, da editora Saraiva. Dentre histórico, segredos de produção e preparação, o livro envolve àqueles que realmente amam este fruto, suas sementes e seus extratos.

01 abr 2012
Comentários desativados em Café é tudo igual?

Café é tudo igual?

Apreciar café, assim como acontece com os vinhos, é uma arte. Requer paciência, envolvimento com a bebida e algum grau de conhecimento e refinamento do paladar, para que se possa falar com propriedade dela.
Estamos tão acostumados com o coado do dia a dia, feitos com água fervendo e pós de café baratos, moídos, às vezes, há meses, cheios de grãos defeituosos e excessivamente torrados, que achamos que “café é tudo igual”.

Até podemos dizer isso dos cafés de baixa qualidade, que infestam o mercado, à procura de economizadores desarrazoados. Mas decerto, rotular o café desta maneira, significa que você, ou nunca saboreou um bom café, ou o seu paladar não está apurado.

No grão de café torrado se encontra a maior variedade de acentos, aromas e sabores jamais vista em outro alimento. E mais, a cada ano, nova colheita ou processamento gera um novo produto. Acrescente-se aí as mais diversas possibilidades de preparações e teremos no café, uma bebida única a cada xícara, rica em detalhes aromáticos, variadas nuances e gradações de sabor, que podem ser afetadas inclusive pelo modo e pela água do preparado!

Portanto, antes de comprar seu café no mercado, pense, não no seu bolso (afinal cada xícara custa apenas alguns centavos!), mas no prazer gustativo e olfativo que ele poderia te proporcionar e nas boas propriedades que você poderia extrair deste alimento: compre um café que seja Gourmet ou Superior, conforme a indicação do selo da ABIC. E principalmente, pense naquele momento único em que você para o seu dia para relaxar e descontrair… você não merece muito mais do que um simples “cafezinho”?

diferença na qualidade dos graos de café

Diferença na qualidade dos grãos de café: um cheio de defeitos e super torrado e outro, equilibrado em torra e aparência.