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07 nov 2015
Comentários desativados em Gourmet ou não gourmet, eis a questão…

Gourmet ou não gourmet, eis a questão…

Em 1998, Consuelo García Gallarín, em seus estudos sobre latinismos e as formas de entrada de neologismos na língua, demonstrou que através dos aspectos semânticos, onde existem relações estabelecias entre uso, cultura e disseminação por associação, o universo conceitual inicial de uma palavra é ampliado.

Mas, oi? Pois é… Explico já. Leia mais…

16 nov 2012
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O Jardim dos Quatro Rios

Gênesis 2,10-14: Um rio saía de Éden para regar o jardim e de lá se dividia formando quatro braços. O primeiro chama-se Pison; rodeia toda a terra de Hévila(…). O segundo rio chama-se Geon: rodeia toda a terra de Cuch [extremo Sul da África, atual Etiópia]. O terceiro rio se chama Tigre: corre pelo oriente da Assíria. O quarto rio é o Eufrates.

Recém surgida, estava ela ali, embevecida com a luz e as formas das coisas. Percebeu o vento balouçando as madeixas em suas espáduas nuas. Os sons vibrando ao redor, a grama macia e o tato da água do rio na palma de suas mãos, a deixaram trêmula. Súbito seus olhos encantam-se com um objeto de cor vivaz e atraente, pequeno e rotundo, a boiar sobre as águas. Pegou-o e levando infantilmente à boca, sentiu o gosto pela primeira vez. Franziu-se o seu cenho automaticamente. Passados alguns instantes, sentiu-lhe percorrer calor pelo corpo e viu que era bom. Estando ela deitada, percebeu então que a relva fazia contato íntimo com sua púbis. Deliciou-se ela com isso, remexendo-se de instante em instante.

Afogueada, levanta-se súbito e vai ter com o homem. De certo que aproximando-se deste, diz-lhe eufórica: “Homem, senti!” e subitamente olhando naquilo que os olhos nunca se detiveram, percebe o homem em seu todo e pergunta: “Adam, mas que é isso?”. Ele desconhecendo, não o soube responder. Ela então se aproxima e toca, com mãos curiosas e ávidas, levando o homem a tocá-la de igual modo, onde nem a relva alcançou. O homem atônito, recua. Eva diz do gosto que sentiu e do toque das ervas verdes em suas partes, e da curiosidade súbita que a tomou, mas Adam, desconfiado, resiste

A primeira mulher então leva Adam à beira do rio e faz com que ele fique a observar a água, à espreita de que a pequena coisa vermelho vivo passasse novamente sobre as águas.
Passado um tempo, eis que surge outro a boiar, e Eva, espertamente, evitando perder o item, pega de uma madeira e o puxa para perto do homem, fazendo Adam tomar do fruto. Sentindo ele o gosto pela primeira vez, sua língua percebe o doce, o ácido e o amargo com a única mordida, e põe-se estalante para fora automatamente. Sente então o homem que algo lhe percorre o corpo. Olha súbito para si, descendo os olhos sobre o próprio corpo, e depois para a mulher e dize-lhe: “Eva, que é isso?”. A mulher sem bem saber o que fazia, pôs-se de fronte ao homem, abaixada na relva, sua amiga, e abriu-se-lhe a boca com uma certa fome nunca pronunciada ou conhecida. Mas Adam viu que era bom e indo ter com ela na relva, ficaram os dois em estado de éden profundo. Os pássaros continuaram a avoar estridentes e enquanto o rio corria, o vento levava folhas para lá e para cá, durante o longo tempo que lá ficaram em êxtase.

Foi assim que a esperteza, a agilidade e a fogosidade tomou conta primeiro da mulher, Eva (חַוָּה – Ḥavva, a “Vivente”) e esta ensinou como se faz ao homem (Adam – אָדָם, “Homem”) e foi por causa do fruto vermelho chamado kapheh (קפה), que o Jardim dos Quatro Rios passou a ser chamado Jardim do Éden (עדן – prazer).

Adão e Eva, desenho do quadrinista Crumb.

Adão e Eva, desenho do quadrinista Crumb.

Texto original de MONI ABREU, ao repostar, favor citar a fonte e a autoria.