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Ritalizando

 

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20 jan 2013
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De cafés e futebol

 

O café está na boca de todo mundo. Literalmente! E tão popular quanto o café é o futebol. Sobre futebol, quase todo brasileiro se acha grande entendedor. Com o café acontece algo parecido. Todos querem nos dizer qual é o “melhor” café, sempre de uma perspectiva 100% subjetiva. Desta forma, muitos se sentem como verdadeiros entendedores. Só que a grande maioria, sem saber, acaba cometendo injustiças tremendas, quando não, erros grosseiros.

Só que, com relação aos times e as partidas do futebol, existem técnicos e juízes que definem o que é e como o jogo deve acontecer. E quem define o que é ou como deveria ser o café? Ahhhh, boa pergunta! Então eu lhe digo, assim como no futebol, para o café também existem regras. E, pra definir o-quê-é-o-quê, existem dois profissionais indispensáveis nesse jogo que é o mundo do café.

Quem é quem na jogada

Um deles, é o(a) cafeólogo(a), profissional que (entre outras atividades e saberes) avalia cada grão de café que tem a sorte de passar pelas suas mãos. E, através de testes sensoriais e físicos, que funcionam dentro de uma escala de avaliação (brasileira- COB, ou internacional – SCAA), categorizam os grãos de cafés e a qualidade da bebida que eles podem proporcionar. São os cafeólogos que nos dizem quais são os grãos considerados “café especial”. De fato, é a este tipo de café que ele se dedica quase que exclusivamente, por conta da exigência de seus clientes em obter uma qualidade excepcional na xícara.

Outro expert da área é o(a) barista, profissional que atua diretamente com o serviço de café e que faz toda a diferença quando se trata de extrair uma excelente bebida. Ele, assim como o cafeólogo, também conhece muito bem toda a cadeia do café, do plantio a torra. A ele cabe a sabedoria de como moer e extrair o melhor sabor dos grãos de café, oferecendo aos clientes apreciadores verdadeiras primícias da natureza!

Assim como no mundo do café existem os cafeólogos e baristas, existem os juízes e os treinadores no universo do futebol. A sabedoria e experiência deles não se comparam com os que apenas gostam do esporte ou de beber café. Aprofundar-se de corpo e alma ao tema é o que faz os primeiros serem PROFISSIONAIS no assunto, e os segundos, apreciadores ou fãs, apenas.

Olho no lance!

Mantendo a analogia com o futebol, a relação entre os dois profissionais seria mais ou menos assim: o juiz/cafeólogo está lá para garantir um jogo/café decente e o treinador/barista busca sempre preparar o melhor jogo/café. Ter um juiz/cafeólogo não faria sentido, se não existisse o treinador/barista para fazer o jogo/café acontecer. Por outro lado, o treinador/barista não pode fazer com que o jogo/café seja o que ele quer. Precisa que o juiz/cafeólogo apite nesse jogo. Entendeu? Café e futebol são similares!

Sabemos que existe jogo bom e jogo ruim (pelo qual sempre podemos culpar juízes e técnicos!). Mas sempre gostamos de apreciar um bom jogo, não é? É o que nos dá prazer… Assim também é com os bons cafés! E fique atento a quem leva cartão vermelho! Você não vai quere ver a cara de um café com “impedimento”, nem tão cedo.

Bem, o povo vai continuar falando bobagens sobre futebol, mesmo que eles não sejam treinadores ou juízes, mas que tal deixarmos o lance do café com quem sabe como avaliar e preparar um bom café? Confie no seu cafeólogo ou seu barista, peça um bom café, e aprecie o jogo… digo, a bebida!

 

futebol e café?

De café e futebol, brasileiro entende tudo mesmo?