Café!Café!Café!

Um blog sobre… o que mesmo?

22 jan 2018
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Do pó ao pó — singularidades e universos no café

Quem sou… de onde vim… para onde vou…

Somos um microcosmo, amálgama de alguns zilhões de micro organismos, bolinho ambulante feito de bactérias, água e fermentação. Somos também a sopa de experiências (boas ou ruins) que recebemos goela a dentro, dia após dia.

Falando assim parece até ruim. Mas a vida é assim mesmo. E tá tudo bem.

Mas não somos somente hospedeiros passivos nessa brincadeira ‘time lapsed’ de viver-morrer. No rol das nossas vivências, aquilo que percebemos de forma crítica, sempre se transmuta em algo mais. A vida seria então esse ping pong de toma-lá-devolve-cá, um jogo interminável de trocas entre o nosso microcosmo interno e o universo externo. E (acho eu) que, para o bem de todes e felicidade geral do grande universo e dos universos individuais, sempre se pode devolver ao mundo uma regurgitada criativa.

 

E chega de filosofia, porque o meu negócio é café.

O que eu queria dizer é que ninguém é igual a ninguém, e aquilo que nos diferencia do resto dos ninguéns é justamente o que devolvemos ao mundo, reelaborado a partir do que ele nos proporciona. Então, no fim das contas, viver bem, feliz e com saúde, é saber como retribuir a energia que nos mantém aqui neste planeta com amor, desapego e alegria (e alguma fixação por perfeição hehehe). A vida é assim.

 

Prometo que agora eu volto ao café.

Filosofei até aqui para dizer que, mesmo parecendo que somos iguais em algum nível, é “cada um no seu cada um e no universo cabem todes”, ou seja “toda unanimidade é burra” (valeu, Rodrigues).
Um mecânico nunca será igual a outro. Uma barista jamais conseguirá extrair um café como o do seu colega. Uma advogada nunca procederá exatamente como outra (mesmo que esta seja da mesma área jurídica).

Vários universos me levaram ao café….

Sempre haverá um pipoqueiro que venda uma pipoca “diferenciada” que o outro empreendedor da mesma esquina não havia pensado em fazer.

Obviamente cada ser humano passa por conhecimentos, experiências e escolhas únicas. Você pode se identificar com um, com outro, com alguns ou não se identificar at all com nenhum. E tá tudo bem, porque a vida é assim.

Voltando ao café….

Diante de todas aquelas pessoas que ousam (corajosamente) denominar-se cafeólogxs, eu, por exemplo, sou uma profissional singular.
Já passei por quatro outras atuações completamente diferentes (terapeuta, culinarista, doula, professora), e esses universos (e duas demissões consecutivas sem motivação explícita) me levaram a algo inusitado: o abismo. Quando voltei do fundo do poço, me dei conta: isso tudo junto e misturado SOU EU! E pra “dar a volta por cima” nesse universo de shit happens, acabei me tornando uma (desculpem meu francêisx) cafeóloga da pohha!
(Peço desculpas também pela minha modéstia, mas ela me precede).

Etá tudo bem, repito. A vida é assim.

Diante de tantas ondas no café (estamos na quarta ou na quinta?), d̶e̶v̶e̶r̶i̶a̶ h̶a̶v̶e̶r ainda há muitas ondas pra criar e surfar (até agora, me parecem, só rolaram marolas…).

Mas, ó, resistência humana às inovações. Veja só….
Apesar da obviedade tanto do termo quanto da função, poucas pessoas no Brasil tem a coragem de se intitular ‘cafeólogo/a’. Exatamente sete pessoas se orgulham em atuar dentro deste campo profissional. Dessas, apenas duas atuam de forma autônoma. Uma, por falta de reconhecimento nacional da importância da profissão, foi pra Paris. A outra ficou e abriu uma empresa há exatos cinco anos. E não me arrependo.

Sendo a única cafeóloga empresária que dá a ‘cara a tapa’ nessa bolota de pedra que gira na via láctea, você pode imaginar quantas “sopas de experiências” eu devo ferver por aí….
Eu tenho o desplante de me auto intitular visagista, designer de experiências e interventora urbana. Claro que, como revide, gero polêmica, risinhos secos e a eterna pseudo indagação: “isso é de comer?”. As pessoas são resistentes. É isso. E deve estar tudo bem. Ou não…

Se sou a única nesse ramo dos cafés especiais que se autodenomina Educadora de Disruptiva, fazer o que, né? Se eu sou a única cafeóloga especialista em embalagens de café no Brasil, paciência. Se consigo fazer links de quase tudo nesse universo para ‘dentro’ do café, e me orgulho de usar o termo LINKER para meus propósitos profissionais, desculpe-me, mas semântica é muito importante pra mim (e a língua portuguesa ainda não criou termo semelhante pra eu largar a palavra em inglês).

E se esse bolinho fermentado ambulante do planeta, que tem excesso de criticidade por todos os poros, é a única que consegue hackear o café, seria legal que as pessoas entendessem (antes de morrer, pfvr) que, SIM, isso não só é possível, como desejável… Aliás, o mundo agradece e pede por isso.

O universo do café é bem grande. eu nem to me vendo daqui…

Se Nietzsche estivesse presente na grande rede, mandaria msg pra mim meio assim: “calma, os gênios já nascem póstumos” (a minha modéstia tá aqui me cutucando, “menos, Moni, menos”).

Mas a graça de filosofar está ai. Uns vão concordar, e outros não. E tá tudo bem…

Não sei onde estou indo, mas estou no meu caminho, Raul Seixas

Moni Abreu
Cafeóloga, brewer barista, designer de experiências, hacker do café.
Multipotencial e mente sináptica e criativa da Café!Café!Café!
Empreendedora social e coordenadora da Cafeoteca do Brasil
Fusqueira, coffee hunter e interventora urbana do FusCafé.
Palestrante, consultora e visagista na área dos cafés especiais.
Educadora disruptiva, contadora de histórias e coffee coach.
Linker das questões universais para o microcosmos do café.
Agrofloresteira, agitadora cultural e quebradora de paradigmas
Naturalmente curiosa, apaixonada por pessoas e amante deste planeta.


Texto publicado no meu Medium, no blog da Café!Café!Café! – C³!, e também em minhas notas na pág no Facebook

20 maio 2017
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O “outro mundo” do café é agora!

Vou contar só para você.

Veja só a minha vida… Falando profissionalmente, eu já atuei com doulagem de parto e terapias corporais. Fui dona do restaurante vegetariano e macrô. Durante e depois disso, estudei para atuar como professora em escolas de Niterói, RJ, e como educadora ambiental no RJ, RN, PE e PB. Virei dona da cafeteria Dom Café e, enquanto isso, continuei os estudos em permacultura, agrofloresta e bioconstrução. No meio deste longo caminho de tantas transformações, descobri que eu escrevo. E gosto do que escrevo. Tanto assim, que me dedico a produzir conteúdo para um diversificado e significativo número de blogs.
Parando para avaliar os tantos anos de estudos e atuações profissionais em campos tão diferentes, cheguei à conclusão que, no fundo, sempre lidei com questões tipo empoderamento, liberdade e autonomia, completude e consciência, cuidado e respeito. Em se tratando tanto de gentes, quanto de ambientes.

Mas, aí…

Ah, o café especial me agarrou pelo estômago… e pelo coração! Foi em 2011 que entrei de cabeça nesse universo!
O nome ‘Especial’ é só um nome que inventaram, sabe?, simplesmente para que essa bebida pudesse se diferenciar da ‘outra’. Sabe o café tradicional?, então…  aquele que é maltratado, que vale pouco, que mantém agricultores na miséria e torrefadoras multimilionárias. Aquele que polui o solo, que foi propulsor da escravidão e da devastação das matas e da degradação dos solos durante séculos… então, o café especial não é nada disso, ele segue o caminho contrário!

Quem entender q diferença? Clique na foto e o link te leva aos nossos eventos!

Quer entender a diferença? Clique na foto e o link te leva aos nossos eventos!

Pensando bem, o café especial é especial, sim. Esse ‘novo’ café faz com que cada bebida seja uma homenagem à inteligência e ao paladar das pessoas, com muito respeito ao planeta. E isso faz dele especial MESMO, algo fora dos padrões, que traz vantagens extras e que tem um propósito particular: mudar o mundo!

Enfim, agora eu também sou desse universo. O do café que é baseado na percepção ambiental e social, que lida com sustentabilidade e comércio justo. Do grão que é amado por quem produz e que é tratado bem, para chegar na sua xícara um verdadeiro manjar dos deuses, uma bebida que é alimento para o corpo e a alma. O amor abraça a todos que estão nesta cadeia produtiva, e isso faz do café especial ser mais especial ainda!

Mas até chegar nesse novo mundo do café especial eu viajei muito. Física e mentalmente. E foi, ó, mó viagem! Imagina rodar seis estados em um fusca 72, o agora conhecido como FusCafé!?!
Entre as viagens físicas e mentais (e gustativas!) foram investidos três árduos anos de muitos estudos.  Busquei locais de aprendizados e mestres, conheci lugares, pessoas e mil ‘culturas brasilis’, e degustei MUITOS cafés também, claro!

Depois de rodar tanto pelo nosso país em busca de sabores e saberes do café, acabei me tornando cafeóloga, barista, classificadora e degustadora COB e SCAA, atividades que exerço com muita paixão. Depois disso, criei minha nova empresa, a Café!Café!Café!, e agora atuo com pequenos produtores, implementando programas para a qualidade do grão (e não a quantidade!), suporte para finalização de produto e também para a entrada de mercado (que ainda não percebe os pequenos!). Presto assessoria também aos empreendimentos urbanos como cafeterias, hotéis e restaurantes, aqueles que percebem que uma boa experiência numa xícara faz suas marcas serem lembradas e amadas!

Pelas viagens em busca dos #cafésdoBrasil, descobri-me também como uma espécie de Coffee Hunter, isto é, uma “caçadora de cafés”! E foi por conta das tantas delícias e tantas gentes que amam de verdade o que fazem e o café que produzem, que montei o projeto Cafeoteca do Brasil, uma grande vitrine para quem tem pouco acesso ao mercado consumidor. A Cafeoteca do Brasil já esteve fixa em duas cafeterias em Niterói, mas continua livre-leve-e-solta por aí, buscando parcerias para apresentar as delícias que o nosso solo produz e poucos conhecem!

Por conta de tantas visões e experiências distintas em meus horizontes profissionais, descobri que eu caminho totalmente contra corrente (porque será que o que é ‘diferente’ incomoda tanto?). Mas foram justamente as adversidades que me deixaram com mais vontade de mostrar a todxs sobre o que estou falando!
Bem, entrei nesse universo cafeinado buscando unir pessoas produtoras e consumidoras, do mundo rural e do urbano, num único objetivo: trazer mais consciência, saúde e prazer a cada xícara. E continuo viajando e buscando conhecer e “colecionar” bons cafés. Enquanto isso, o FusCafé roda e roda por ai e a Cafeoteca do Brasil é ampliada, enquanto dou consultoria, palestras e cursos para quem deseja entender um pouco mais desse universo de saúde e prazer cafeinados. Ah, e também vou quebrando uns paradigmas aqui, outros ali… um trabalho de formiguinha…

Pensando bem, este tal café especial também é uma forma de cuidado, de empoderamento, de liberdade e de auto cuidado, de completude, consciência e respeito, como tudo aquilo a que sempre me dediquei na vida. Ah, então eu estou no caminho certo! Que bom!

Só se torna possível aquilo que tem condições de existir, surgir ou realizar-se. E o potencial de fazer e/ou revelar o novo já está por aí. Eu acredito nisso e continuo firme em meu propósito: mostrar que o café é muito mais do que aquilo que nossos olhos veem dentro da xícara.

“Mãos à obra!” é o que me digo todos os dias! Bora cafeinar o mundo e sacudir essa mesmice que assola o planeta! O “outro mundo possível” é AGORA! Partiu café? Xáé!

As viagens do FusCafé, que agora é Turismo Cafeinado!

As viagens desta cafeóloga e seu FusCafé, que agora é Turismo Cafeinado!

04 nov 2016
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Para quem ama café!

Quem ama café sabe que o prazer é o que nos move!

Para quem ama café e deseja atuar com aqueles que gostam de beber café, saiba que o mercado está aberto ao café especial, que ainda é novidade no Brasil! Mas antes de agarrar essas muitas oportunidades, é preciso entender o que é “café com C maiúsculo”: de onde ele vem, como se comporta, como se prepara, e como se vende!
Pergunte a sua cafeologa@moniabreu.com.br

Beijins Cafeinados!
Moni Abreu
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22 set 2015
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União, café e mulheres

Felizmente tudo na vida muda, e se muda para melhor é sinal que estamos evoluindo.

Sempre que ouço a palavra café, eu penso nas mulheres. Sim, e porque eu penso nelas? Por que elas Leia mais…